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23/07/2014

Desafio é melhorar a Cassi, diz William Mendes a Revista da AFABB

 
Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUT A Chapa 1 Todos pela Cassi, apoiada pela maioria do movimento sindical bancário, venceu a eleição para a renovação de parte da diretoria executiva e dos conselhos deliberativo e fiscal da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Encabeçada por William Mendes de Oliveira, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a Chapa 1 obteve 31.545 votos (37,58%), contra 25.746 (30,67%) da Chapa 3, 14.041 (16,72%) da Chapa 4 e 12.603 (15,01%) da Chapa 2.

William estará à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. Ele tem 21 anos de Banco do Brasil. Casado, tem um filho. Tem 44 anos e é formado em Ciências Contábeis. Trabalhou em várias agências na Grande São Paulo. É diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, onde foi responsável pela gestão administrativa e da infraestrutura. Diretor de Formação da Contraf-CUT.

Sua chapa teve expressiva votação na eleição. Você atribui isso ao bom trabalho que vem sendo feito até aqui pelos eleitos?

Acredito que o resultado da eleição da Cassi expressa um conjunto de fatores. Todos pela Cassi é a chapa da ampla maioria das entidades do funcionalismo. Ou seja, isso é sinônimo de unidade. É a chapa que defende mudanças na Diretoria de Saúde. E também é uma chapa com pessoas que trazem uma história de luta em defesa dos bancários e dos trabalhadores.

Entendo que os associados votaram nesse conjunto de fatores. A nossa campanha teve um grande empenho de sindicatos e demais entidades parceiras no contato corpo a corpo com os associados debatendo propostas para a Cassi e para a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, na qual nos apresentamos como chapa de oposição ao grupo que estava nesta diretoria. Grupo que não atuou na defesa de nossos projetos de atenção integral à saúde, foco na prevenção das doenças e na defesa de uma Cassi mais republicana e com menos clientelismo.

Por outro lado, nossa campanha defendeu as mudanças positivas já realizadas pela chapa eleita em 2012 e liderada pela companheira Mirian Fochi. Explicamos aos associados que temos o desejo de trabalhar fortemente na integração das pessoas eleitas em 2012 e agora para uma sintonia maior de projetos no intuito de melhorar a nossa Caixa de Assistência para as mais de 800 mil vidas assistidas.

Na plataforma da chapa eleita houve grande ênfase à necessidade de se dar maior atenção às condições de trabalho nas dependências do BB. Essa medida é importante, mas qual será o impacto para a Cassi?

É verdade que um de nossos objetivos é buscar uma atenção maior aos mais de 100 mil bancários da ativa porque o modelo de exploração da mão de obra no setor financeiro - baseado nas metas abusivas e irreais e no assédio moral e violência organizacional - está trazendo um alto grau de adoecimento aos nossos trabalhadores. Isso traz consequências pesadas para a nossa Cassi.

Vamos atuar com inteligência e com as ferramentas que a legislação da área da saúde já prevê para debater com o patrocinador as causas do adoecimento. Se for verdade o discurso de responsabilidade socioambiental do banco, de que ele se preocupa com as questões de saúde de seus funcionários, vamos buscar formas conjuntas de combater o adoecimento. Se o patrocinador não somar conosco, também vamos lutar para melhorar a saúde do corpo funcional, inclusive responsabilizando o causador do adoecimento. Acreditamos que o banco tem responsabilidade por parte do adoecimento. Isso pode ter impactos positivos para a Cassi.

Como será o diálogo com o segmento de aposentados na sua gestão?

O que tenho dito e defendido é que as pessoas precisam ser bem tratadas e respeitadas. Os nossos colegas aposentados merecem um atendimento respeitoso e são detentores de direitos. Uma das formas de buscar uma atenção respeitosa ao segmento de aposentados é manter forte parceria com as entidades de aposentados e nossa chapa eleita também tem lideranças dos aposentados.

Fortalecer os Conselhos de Usuários também é uma forma de buscar o diálogo com os aposentados porque todo conselho conta com a importante participação do segmento. Por fim, queremos as CliniCASSI bem estruturadas e equipadas para um excelente atendimento aos nossos aposentados, pois como eles não estão no dia a dia nos locais de trabalho, as unidades da Cassi são uma forma de mantê-los conosco, participando dos programas de saúde e integrados nas políticas de Atenção Integral à Saúde da Cassi.

Enfim, temos um desafio grande em melhorar a nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, mas é um desafio estimulante e coletivo em fortalecer a cultura do movimento de saúde em nossa Cassi, agindo preventivamente e promovendo a saúde dos associados.




Fonte: Revista AFABB-SP
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